O Que significa Sentido Convencional e Real da Corrente elétrica?

Você já se deparou com publicações que explicam o sentido da corrente elétrica, destacando a saída do polo positivo (+) e a chegada ao polo negativo (-). No entanto, é muito importante recordar que existem duas perspectivas distintas sobre o fluxo de eletricidade: a teoria do sentido convencional da corrente e a teoria do sentido real. Ambas descrevem o movimento dos elétrons através de um condutor, oferecendo explicações sobre a direção do fluxo de corrente.

Teoria do Sentido Convencional vs. Teoria do Sentido Real:

Qual o sentido correto?

Ao abordar o movimento de elétrons em um condutor, duas teorias são frequentemente discutidas: a teoria do sentido convencional da corrente e a teoria do sentido real. Ambas explicam o movimento dos elétrons, mas de maneiras diferentes.

A corrente elétrica, essencialmente o movimento de elétrons, ocorre em um condutor, como um fio. É comumente medida em amperes, representada pelo símbolo I, e o símbolo para ampere é A. A direção desse fluxo de corrente pode ser explicada por ambas as teorias, desde que seja aplicada de maneira consistente.

Só pra lembrar

Corrente elétrica são elétrons em movimento. Este movimento de elétrons é chamado de corrente, fluxo ou fluxo de corrente. Na prática este movimento de elétrons precisa ocorrer em um condutor (fio). A corrente é normalmente medida em amperes. O símbolo para corrente é I e o símbolo para ampere é A. O fluxo de corrente é na verdade o movimento de elétrons livres encontrados nos condutores.

No caso de resolução de problemas ou de conexão de circuitos elétricos tanto uma quanto outra teoria pode ser usada, desde que de forma consistente.

A Perspectiva da Federal Aviation Administration (FAA):

A Federal Aviation Administration (FAA) define oficialmente o fluxo de corrente pela TEORIA DO ELÉTRON (negativo ou positivo).

Contribuição de Benjamin Franklin:

A teoria da corrente convencional foi inicialmente colocada por Benjamin Franklin, que concluiu que a corrente fluía de uma fonte positiva (+) para uma fonte negativa (-) ou para uma área que não possuía muita carga.

A observação designou que as cargas são positivas (+) quando há abundância de carga e negativas (-) quando há falta de carga.

Descobertas posteriores provaram que o oposto também é verdadeiro. A teoria do elétron descreve o que realmente acontece no caso de uma abundância de elétrons fluindo a partir de uma fonte negativa (-) para uma área que com carência de elétrons ou fonte positiva (+).

Uso Prático na Indústria:

Na prática industrial, tanto o fluxo convencional quanto o fluxo de elétrons são utilizados, dependendo das necessidades específicas de resolução de problemas ou conexão de circuitos elétricos.

Então podemos definir o SENTIDO DA CORRETNE ELÉTRICA como:

Sentido Real

Ocorre nos condutores sólidos, é o movimento dos elétrons e acontece do polo negativo para o polo positivo.

Sentido convencional

É o sentido da corrente elétrica que corresponde ao sentido do campo elétrico no interior do condutor, que vai do polo positivo para o negativo.

Sentido do fluxo de elétrons

Conclusão:

Em conclusão, definir o sentido da corrente elétrica pode parecer complexo devido às teorias concorrentes. O sentido real, representado pelo movimento de elétrons do polo negativo para o polo positivo em condutores sólidos, contrasta com o sentido convencional, associado à direção do campo elétrico no interior do condutor, indo do polo positivo para o negativo.

Ambas as perspectivas têm seu papel, sendo crucial escolher a abordagem mais adequada às exigências específicas, seja na aviação, na indústria ou em outras aplicações elétricas.

MATERIAL DE APOIO

Referência: Sistema Elétrico da Aeronave CAPÍTULO 09 – FAA

Glossário — Sentido Convencional x Sentido Real da Corrente Elétrica

Navegação (ordem alfabética):

Ampere (A)

Unidade de medida de corrente elétrica no SI. Indica “quanta carga passa por segundo” por um ponto do condutor. O símbolo da unidade é A.

Benjamin Franklin

Cientista que, historicamente, adotou a convenção de que a corrente flui do polo positivo (+) para o negativo (–). Essa suposição originou o sentido convencional usado até hoje em diagramas.

Campo elétrico

Região onde cargas elétricas sentem uma força. No interior de um condutor, aponta do polo positivo (+) para o negativo (–). O sentido convencional da corrente acompanha essa direção.

Carga elétrica

Propriedade física das partículas (positiva ou negativa) que dá origem a interações elétricas. Em metais, as cargas móveis relevantes são os elétrons (negativos).

Circuito elétrico

Conjunto de componentes interligados que permite o movimento ordenado de cargas. Para estudar, pode-se adotar o sentido convencional ou o real — o importante é ser consistente.

Condutor

Material (como o cobre) que permite a movimentação de elétrons com facilidade. Em condutores sólidos metálicos, o portador móvel dominante é o elétron.

Corrente elétrica

Movimento ordenado de cargas elétricas em um condutor. Em metais, é o fluxo de elétrons. Mede-se em ampere e é representada pelo símbolo I.

Elétron

Partícula subatômica de carga negativa. Nos metais, são os principais portadores que se movimentam quando há tensão aplicada, estabelecendo corrente.

Elétrons livres

Elétrons que não estão ligados fortemente a um único átomo no metal e podem se deslocar pela estrutura cristalina, formando a corrente.

Fluxo de corrente

Direção adotada para representar a movimentação de cargas em um circuito. Pode ser escolhido como convencional (de + para –) ou real (de – para + nos metais).

Polaridade

Identificação dos terminais como positivo (+) e negativo (–). Ajuda a definir a direção do campo elétrico e a orientação do fluxo adotado nos esquemas.

Polo negativo (–)

Terminal com excesso de elétrons. No sentido real, é de onde os elétrons saem rumo ao polo positivo.

Polo positivo (+)

Terminal com “falta” de elétrons (déficit relativo). No sentido real, é o destino dos elétrons que vieram do polo negativo.

Sentido convencional da corrente

Convenção histórica: a corrente vai do polo positivo (+) ao negativo (–), acompanhando a direção do campo elétrico no condutor. É muito usada em livros e diagramas.

Sentido real da corrente

Descrição física do que ocorre em condutores sólidos metálicos: os elétrons se movem do polo negativo (–) para o positivo (+). É o fluxo adotado em parte dos materiais de treinamento aeronáutico.

Símbolo I (corrente)

Letra usada para representar corrente elétrica nas fórmulas e esquemas. Ex.: I = 2 A significa corrente de dois amperes.

Teoria do elétron

Forma de modelar os circuitos considerando o fluxo físico de elétrons (do – para o + nos metais). É amplamente utilizada em materiais técnicos e didáticos de manutenção aeronáutica.


FAQ — Perguntas Frequentes

P: Se os elétrons vão do negativo para o positivo, por que muitos diagramas mostram setas do positivo para o negativo?

R: Por causa da convenção histórica (sentido convencional) adotada desde Franklin. Ela mantém a padronização dos esquemas. Isso não muda os resultados — contanto que você use uma única convenção do início ao fim.

P: Qual sentido devo usar para estudar manutenção aeronáutica?

R: Use o que o material do curso/empresa adotar e mantenha-se consistente. Muitos conteúdos técnicos usam a teoria do elétron (do – para o +); livros introdutórios podem usar o convencional.

P: Escolher um ou outro sentido muda cálculo, tensão ou medição com multímetro?

R: Não. As leis e resultados físicos são os mesmos. O que muda é a direção das setas nos esquemas. A inconsistência (misturar sentidos) é que causa erro de sinal ou confusão de polaridade.

P: Em quais situações o “sentido real” é especialmente útil?

R: Ao interpretar componentes sensíveis à polaridade (diodos, LEDs, retificadores) e em diagnósticos em que a movimentação de elétrons ajuda a prever quedas de tensão e sentidos de corrente nos ramos.

P: E se o material do fabricante mostrar tudo no sentido convencional?

R: Siga o padrão do fabricante. A leitura correta do diagrama depende de falar a mesma “língua” que o manual usa. Se precisar, faça uma legenda mental: convencional = de + para –; real = de – para +.

P: “Campo elétrico” aponta para onde e qual a relação com os sentidos da corrente?

R: No condutor, o campo aponta do terminal positivo para o negativo. O sentido convencional acompanha o campo; o sentido real é o movimento dos elétrons na direção oposta.

P: Em todo material a corrente “real” é de elétrons?

R: Em metais, sim. Em outros meios (eletrólitos, semicondutores) podem existir portadores positivos (íons/buracos). Mesmo assim, escolher uma convenção única mantém a análise coerente.

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